Dona Teresa (1092-1130)
Mãe do
primeiro
rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Era filha ilegítima
de Afonso VI de Leão. Casou com Henrique de Borgonha, conde de
Portucale, por volta de 1096, consistindo o dote do casamento
nos condados de Portucale e Coimbra.
À morte do seu marido, em 1112, tomou a regência do condado e continuou a política de D. Henrique no sentido de favorecer o poder e a expansão do condado portucalense. Tal acção era facilitada pela conjuntura que se vivia, de afirmação dos poderes feudais e regionais contra a autoridade régia. Em 1116, entrou em aliança preferencial com a família galega dos condes de Trava. O apoio aos direitos sucessórios de Afonso Raimundes (futuro Afonso VII) contra a sua mãe, D. Urraca (irmã de D. Teresa e rainha viúva de Leão), tornou-se então a pedra de toque do governo de D. Teresa, que, a partir de 1117, começou a intitular-se rainha.
D. Teresa passou então a uma complexa política de alianças que acabaria por lhe trazer a oposição cerrada da nobreza portucalense, vindo essa oposição a congregar-se em torno de D. Afonso Henriques. Com a morte de D. Urraca e a ascenção ao trono de Leão de Afonso Raimundes, a chefia de D. Teresa passou a ser combatida abertamente, consumando-se o seu afastamento do condado a partir da batalha de S. Mamede (1128). Destronada pelo filho, refugiou-se na Galiza, e aí morreria dois anos depois.